30/07/2010

A cômoda que ia, mas não foi

Queria dizer que a  decoração do meu quarto está indo de vento em polpa, mas o melhor provérbio que define o atual momento é: está a passos de tartaruga, mas em agosto tudo irá mudar.

Cansei de pedir o Celo pra pendurar o quadro de inspirações que fiz (ficou lindo). Vendo que não iria rolar nem tão cedo, apelei pro meu padrasto, que com muito boa vontade colocou o quadro e o cabideiro que também fiz no lugar, mas o quadro ficou a quase 1,80 de altura e eu ao longo do meu 1,53 não consigo acessar com facilidade, ficou um horror. Celo hoje chegou do plantão e disse: Ah! colocou o quadro, Fê. Ficou ótimo, nê?. Quase que eu o matei. Fiz uma cara de quem odiou o comentário e saí pra terminar de faxinar a sala e é dela que saiu o post de hoje.

Estava disposta a levar a cômoda que tinha no quarto para o Lar de Férias, mas como ela não cabe no carro, tinha que pagar o frete e, só pra variar, nunca sobrava dinheiro pra pagar. Fui adiando, adiando, até que chegou no dia de colocar o piso no quarto. Aí não teve jeito, levei a cômoda pra sala e ela ficou lá jogada pra escanteio, cheia de livros entulhados em cima dela, até que ontem dei um basta na situação.

Aqui em casa eu e Celo somos professores. Constantemente doamos os livros didáticos, que não usamos com frequência, mesmo assim, todos os anos recebemos pilhas de livros para análise das editoras. Isso sem falar nos literários que gosto muito de ler. Conclusão? Temos livros, no quarto, na sala, na cozinha e até no banheiro, parece até uma biblioteca. Tentando solucionar o problema de não ter onde por tantos livros, fui colocando dentro das gavetas da cômoda e sobre ela também. Estava uma zona total, mas nada melhor que 15 dias de férias para pôr tudo que está em desalinho em ordem, nê? E foi isso que fiz.
A cômoda agora serve pra enfeitar, guardar e apoiar os comes e bebes.

Sempre quis ter um aparador na sala, mas nunca rolou.  Juntei uns enfeitinho dalí, as antigas luminárias do quarto e uma bandeja de prata (que comprei por um precinho menor que eu) e ficou do jeitinho que queria. Até eu fiquei surpresa como ela está cumprindo com louvor sua função de guardar. Agora, não mas roupas e sim: livros, porta retratos, utensílios e afins.

Os livros que sobraram, ao invés de ficar sobre ela como antes, agora ficam do seu lado.


Formei uma pilha gigantesca, mas fiquei com medo de cair, num esbarrão da Miss Estabanada aqui. Aí, acabei diminuindo minha torre geográfica, coloquei minha caixinha onde guardo minhas coisinhas de unha e arrematei com mais uma bolinha de topiaria feita por mim.


Simples, barato e funcional é assim, que gosto. Acho que a cômoda não vai mais para o Lar de Férias, pelo menos, até amanhã.  Depois que coloquei tudo em  ordem, o Celo concordou comigo que mereço ganhar  um sofá novo de presente de aniversário e amanhã a programação é aproveitar o último dia da mega liquidação da Etna, almoçar sem lavar louça e passear no calçadão com a família, esperando o por do sol chegar pra pedir bênçãos e agradecer por mais um ano de vida (calma aí gente, meu aniversário é só no dia 3, mas são poucos que podem comemorar o aniversário do jeito que comemorarei o meu, em plena terça-feira, nê?). Então, estou aqui contando as horas, os minutos e os segundos pra amanhar chegar logo.

________________________________________

Impossível não falar do aniversário de 1 ano do bloguinho. Putz! Lá se foi 1 ano, que finalmente tomei coragem de colocar minhas peripécias na rede. A Casa da Dona Santa surgiu a partir, do momento em que resolvi fazer algo por mim, foi um presente que me dei. Então, pra comemorar teremos 1 sorteio por semana aqui no blog, durante o mês de agosto. Quem disse que agosto é o mês do desgosto, ainda não visitou a Casa da Dona Santa neste mês.

Beijocas nocês e inté agosto.

15/07/2010

Seção pendura

Antes de mais nada,  me deixe explicar o motivo do chá de sumiço:  não foi atoa, é que as coisas por aqui estão num rítmo digamos agitado (essa é uma boa palavras pra definir essas últimas semanas). Mil provas pra corrigir, outras tantas pra fazer, notas pra fechar, recuperação pra dar e pra completar o Tonico está, num dia sim e no outro também, fazendo episódios de hipoglicemia das brabas. Enfim, estou dançando num rítmo  rock and roll.

Entre um intervalo e outro não vou abandonando meus projetinhos, mas ultimamente só está rolando projetos silênciosos, afinal só está sobrando tempo de madrugada. Hoje resolvi ficar em casa, fui dar uma aulinha de manhã e me permiti ficar o restante do dia, dedicada ao ócio. É pra compensar o dia de ontem, que me deixou em frangalhos, mas isso é assunto pro outro blog.

Aqui em casa, Celo diz que:  Fê + ÓCIO = NOVIDADES.

Eu escrevi novidades no plural? kkkk! Essa foi ótima. Resolvi fazer um pit stop, na reforma (apesar de ainda está com a pia da cozinha escondida atrás do sofá na sala), decidi juntar uma graninha a mais e investir, na mudança dos azulejos da cozinha. Comprei um lindo mosaico de pastilhas pretas e brancas, mas ainda não entregaram. Se consegui trocar as pastilhas que sobraram da piscina do Lar de Férias, troco a cozinha toda, caso contrário, será só na área em cima da pia mesmo. Pedi pra trocar, eu pedi... mas ficaram de estudar meu caso.  Então sem novidades significativas por enquanto, mas para dizer que não tenho nenhuma: arrumei a área de serviço (que felicidade!). Fiz algo que há muito estava desejando, que era, encontrar um espaço pro carrinho de compras, pra escada e pra tábua de passar.

Dizer que tenho uma área de serviço, é muita pretenção da minha parte, ela na realidade tem míseros 3,78 metros quadrados e é uma extensão da cozinha, muito mal e porcamente cabe a máquina de lavar. Então, diante do fato de não haver espaço pra nada, me vi na obrigação de criar espaços verticalizados nela e usando apenas 4 ganchos de rede, que custaram só R$ 5,00 cada par. Arrumei lugar para guardar, as coisas que ficavam no quartinho da bagunça,  mas como ele agora é lugar de ordem absoluta, fiquei sem saber onde colocar aquilo que deveria ficar bem escondido dentro de um armário. Pensei até em compra um, mas era o armário ou a máquina de lavar. Afinal, dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, nê?

De costura eu não saco nada, aí pedi ao meu amigo, multifunções Toni  (ele pinta, borda, desenha, fura e costura pra mim, além de ser meu amigo de fé) que fizesse  as capinhas.

Me valendo do famoso jeitinho brasileiro, adaptei e ficou ótimo. Segundo o Toni, improvisei com categoria, fez até piadinha do fato.

             Minha amiga você improvisou com categoria,
            quem entra aqui na sua casa,
            até acredita que você é uma
           dona de casa caprichosa (rs, rs!).

Vê se pode? Eita maldade meu amigo. Você morde e depois assopra, né? Fiquei tão feliz com as capinhas que você fez pra mim.  Que eu te perdoo, tá?

Então, com vocês os frutos da seção pendura.


Como são objetos pesados, usei  ganchos de rede e consegui o milagre de fazer a minha área de serviço crescer. Aqui fotinhos sem e com as capas.

 Depois que vi as capas, até ri da piadinha do Toni.

Já deu pra perceber que eu sou a rainha dos broches, né? Fiquei tão feliz, que até fiz brochinhos de fuxicos para as capas.
 
 
Com isso consegui por ordem no galinheiro (ops!) na área de serviço. É que me animei tanto, que fiz uma galinha d'angola (produção das minhas madrugadas em claro), que vai viver por lá.


Mamãe disse que como costureira, eu iria morrer de fome. Ainda bem, que eu tenho um amigo prendado, né? Toni o próximo projeto será uma cortina, pra cozinha, tá?

Descobri, por força da falta de espaço, que os ganchos de rede, servem não só para pendurar redes, mas para pendurar objetos pesadinhos também.

E você? Aposto, que assim como eu, também já achou outras funções para determinados objetos. Conta pra mim? Aí, a gente pode fazer igual ao Tonico, troca figurinhas (kkk!)

Doces beijos nocês e inté a próxima.

04/07/2010

A história de um sapato.

Já tem um bom tempo que finalmente, comprei um peep toe, do jeitinho que queria pra chamar de meu. Forrado de linho e rosa antigo, quando vi quase não acreditei, o sapato dos meus sonhos, numa banca de liquidação no cantão de uma loja, onde os preços dos sapatos costumam ultrapassar o limite do tolerado por mim. Experimentei e achei muito confortável e com um preço que (suspiros!) dava pra levar. Preciso escrever que comprei, sem pensar duas vezes?

Usei, meu sapato dos sonhos e ele machucou muiiiitto meu pé, usei de novo, achando que estava sofrendo da síndrome do sapato novo. Naquele dia, cheguei a conclusão que estava louca, por estar com aquele sapato lindo, porém, que me incomodava horrores. Cheguei em casa e fiz duas descobertas a respeito do meu peep toe.

1ºconstatação:
  • Comprei o sapato do nº errado, juro que vi o 35 no lugar do 34, fui pega pelo modelo tipo exportação, onde o nº principal, não é o do Brasil;
2º constatação (a mais dolorosa):
  • o bonitinho tinha descolado a unha do meu dedinho do pé direito. Ui! que dor.
Juro pra vocês que depois disso, tive vontade de jogar o sapato do 20º andar, mas apesar de tudo me contive. Já pensou se cai na cabeça de um?

Fiquei com o pé pra cima, pedi massagem, só faltou ir lá no spa da Cecell, fazer um escalda pés. O Celo ficou com tanta peninha de mim, que até se ofereceu pra custear o tratamento do meu pé dodoi, lá na Cecell. Desde que... eu jogasse o sapato FORA.

Como assim?

Jogar fora?

Na lixeira do prédio?

Jogar no lixo, NÃÃOO!!!

Essa era a condição. Pensei, pensei e topei. Ciente de que não iria jogar o meu sapatinho lindo no lixo. Vê se pode me fazer uma proposta dessa?

Aí fiz uma contra-proposta pra ele:

Não vou mais usar o sapato, mas deixa eu ficar com ele? Prometo que vou dar uma nova função pro meu peep toe.

Ele perguntou o que era peep toe, riu e topou. Aposto que pensando... Que nova função um sapato pode ter????

Mal, sabia o Celo, que dar uma nova função pro meu sapato, era apenas uma questão de tempo.

Comprei uma caixinha de MDF, pintei, pus um enfeitinho de resina na caixa e...



... olha meu sapatinho aqui na bancada do computador. Eu disse que daria uma nova função pra ele e dei.

Agora meu peep toe está aqui do meu ladinho, enquanto dou a blogueada básica do domingão.


ADORO essa proposta, de dar funções inusitadas aos objetos.

Celo quando viu, falou:

"Pra quem tem uma vassoura pendurada na sala, ter um sapato emoldurado no quarto, parece até normal".



Cecell agenda aí o escalda pés, pois o Celo disse que vai pagar.

Beijocas nocês e inté a próxima.

01/07/2010

PAP da cabeceira da cama

Seguinte, antes de mais nada, deixa eu explicar... Sabe James Cameron, Almodóvar e Walter Salles?

Excelentes diretores, né?

Fiz como eles (pretenciosa que só), não apareci em cena, fiquei orientando meus "atores" no: cola ali, prega aqui, esqueci da foto faz de novo, que foi uma curtição.

Celo,Toni e eu adoramos montar essa cabeceira e atendendo a pedidos, aqui está minha tentativa de fazer um passo a passo da cabeceira da cama.























Uff! Demorou mais saiu, montando esse post tem um tempão.

Olha, palavra de escoteira (frequentei o movimento escoteiro por 7 MARAVILHOSOS anos, então, é palavra de escoteira mesmo) tentei de todas as formas possíveis fazer uma PAP compreensível da cabeceira da cama, mas eita troço difícil de fazer. Tiro o chapéu pras blogueiras e pro pessoal das revistas pelos PAP super explicadinhos, que vejo por aí.

Já postei esse PAP e já exclui, pois achei uma merda. Esqueci de tirar fotos de várias partes, inclusive do material que usei. Se você não endenteu nada, desculpa, aí.

Enrolei, enrolei, enrolei, mas não tem jeito, promessa é dívida e cá estou eu, pagando a minha.

Ver o quanto ela ficou lindinha  é o que importa, né?


O conjunto da obra.

Beijocas nocês e inté a próxima, mas sem PAP.